Sustentabilidade, inovação e resiliência são caminhos para a geração de energia

A engenheira Fernanda de Oliveira Starepravo Ferrari, representante da Copel Geração e Transmissão (GET), destacou durante sua palestra os desafios e as oportunidades que moldam o setor elétrico brasileiro – com especial foco na transição energética e nas ações concretas da companhia paranaense. “A Copel completa 71 anos com a marca de 100% da sua matriz energética sendo renovável. Um feito que é, ao mesmo tempo, motivo de orgulho e uma grande responsabilidade”, afirmou.

A Copel GET está presente em nove estados e é a décima maior geradora de energia elétrica do país, com 3% da capacidade instalada nacional. São mais de 6 gigawatts de potência, sendo 1 gigawatt proveniente de fontes eólicas. “Temos hoje 45 parques eólicos e mais de 400 aerogeradores no Rio Grande do Norte”, pontuou Fernanda.

A busca pela descarbonização não é recente. Desde 2009, a empresa realiza o inventário de gases de efeito estufa e, com um plano de neutralidade em curso, estabeleceu a meta de zerar as emissões líquidas até 2030. Um dos passos para isso é a meta de eletrificação da frota: “Queremos que 50% dos veículos ligeiros da Copel sejam elétricos nos próximos anos. A sustentabilidade precisa estar presente em toda a cadeia: na origem da energia, na gestão dos ativos, no relacionamento com comunidades e na eficiência operacional”.

Apesar dos avanços, os desafios do setor elétrico são complexos. A executiva ressaltou as pressões crescentes sobre o sistema, como a intermitência das fontes solar e eólica, eventos climáticos extremos, o crescimento da geração distribuída e os gargalos na infraestrutura de transmissão. “Para garantir a estabilidade, é essencial investir em geração firme e flexível – como a hidrelétrica – e integrar as fontes com inteligência, digitalização e controle em tempo real, além de pensar no armazenamento e na regulação eficiente”, explicou.

Segundo ela, a transição energética precisa ser acompanhada de previsibilidade regulatória e acesso a financiamentos de longo prazo. “Não basta expandir a geração. A infraestrutura de transmissão precisa acompanhar esse crescimento, com planejamento e visão sistêmica”.

No campo da inovação, Fernanda apresentou três projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados em parceria com a UFPR, que somam R$ 4,5 milhões em investimentos. Um deles propõe a utilização dos resíduos do Restaurante Universitário para gerar biogás, que será convertido em hidrogênio renovável. “É um projeto que transforma um problema – o lixo orgânico – em uma solução energética. E mais do que isso: abastece o próprio RU, criando um ciclo virtuoso”, destacou.

O Paraná também se consolida como um polo importante na geração de biogás, sendo um dos estados com maior produção no Brasil. A Copel se antecipa às mudanças climáticas com planos de adaptação robustos, como o monitoramento hidroclimatológico em parceria com o Simepar e planos de emergência para barragens.

Por fim, Fernanda abordou as expectativas da Copel para a COP30, que será realizada em Belém, em 2025. “A COP será uma vitrine para mostrar que o Brasil tem uma matriz limpa e empresas com capacidade de execução e responsabilidade socioambiental. Acreditamos que a sustentabilidade se constrói com planejamento de longo prazo, base técnica sólida e compromisso com resultado”, concluiu.

Conteúdo: Básica Comunicações

Foto: Jaqueline Stefanes

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