Mês: abril 2020

Atuação do Instituto Água e Terra durante a pandemia de COVID-19

O Diretor Presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza, participou no último dia 23 (quinta-feira) de uma live promovida pela Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais (APEAM), abordando o tema “Atuação dos órgãos ambientais durante a pandemia de COVID-19”.

Foram debatidos diversos temas durante a transmissão, que teve como principais objetivos a aproximação dos profissionais com o principal órgão executor e fiscalizador das políticas ambientais do Estado do Paraná e o esclarecimento quanto a sua atuação durante a pandemia de COVID-19, que trouxe impactos diretos a diversas atividades.

Em sua fala, Everton enalteceu a importância da presença de engenheiros ambientais nos órgãos ambientais, fato comprovado pela quantidade de profissionais que ocupam cargos de confiança no Instituto atualmente.

Para o diretor, a missão do órgão ambiental é utilizar o nosso patrimônio natural a favor da qualidade de vida da população, aqui no Paraná temos muito sol, água subterrânea, floresta, solo fértil e mesmo com a atual estiagem, historicamente, há água bem distribuída pelo estado, recursos que devem ser utilizados de forma adequada para melhoria das condições de vida dos paranaenses e brasileiros.

 Como funcionário de carreira do Estado, Everton ressaltou as mudanças que ocorreram nos últimos anos na administração pública, principalmente com a incorporação do ITCG e Águas Paraná ao IAP, e posteriormente a mudança no nome do Instituto. Segundo ele, o principal objetivo da reestruturação foi diminuir a burocracia e agilizar o atendimento e integração dos processos comuns entre os órgãos. Atualmente, de acordo com o diretor, a integração entre as pessoas está fluindo, no entanto, ainda faltam ajustes para promover a integração digital adequada.

Foi destacado ainda que os principais instrumentos que aproximam o Instituto da comunidade são o licenciamento ambiental e outorga de uso de recursos hídricos. Buscando melhorias para a informatização destes e demais processos, foi criado um núcleo de inteligência digital pela atual gestão do governo, que incorporou pessoal capacitado para buscar novas soluções para os sistemas existentes como o SGA, e desenvolvimento de novas ferramentas, como o SIGAR, que será lançado em breve.

Futuramente, segundo Everton, o órgão terá a disposição sistema que possa realizar de forma única as solicitações de licenciamento e outorga para um mesmo empreendimento. Além disso, abrangerá atividades que hoje estão de fora do sistema, como de saneamento e energia.

Em relação a sede física do novo Instituto, o Diretor-Presidente ainda comentou que há possibilidade de construção/reforma de um espaço único abrigando toda a estrutura da SEDEST e IAT, que atualmente encontram-se dispersas em várias regiões de Curitiba.


Ações do Instituto durante a pandemia de COVID-19

A pandemia de COVID-19 trouxe consigo a necessidade de adaptação da rotina diária em diversas atividades, dentre elas do funcionamento do Instituto Água e Terr, órgão fiscalizador e executor da nossa Política Ambiental. Para enfrentar esta situação, o Diretor-Presidente elencou algumas medidas tomadas:

 

  • Prorrogação de TODOS os prazos do órgão por 30 dias a partir de 30 de maio (com possibilidade de novas prorrogações);
  • Afastamento dos técnicos enquadrados no grupo de risco, que são inclusive a maioria do corpo técnico de carreira;
  • Possibilidade de “home-office” para os funcionários;
  • Transferência dos telefones de atendimento para o celular de técnico (sistema “siga-me”);
  • Suspensão do atendimento ao público.
  • Possibilidade de contato com os técnicos através dos e-mails e sistema E-Protocolo;

O diretor afirmou que a fiscalização e as vistorias foram prejudicadas neste período devido ao afastamento de alguns funcionários (grupo de risco), e pediu colaboração às empresas, consultores e profissionais no cumprimento da legislação ambiental. O bom senso e a boa fé devem prevalecer sempre a fim de garantir a saúde da população e qualidade do meio onde vivemos.

Everton ressaltou que as empresas NÃO estão desobrigadas a dar continuidade aos planos e programas de controle ambiental  periódico para cumprimento das condicionantes das licenças e outorgas, devendo manter suas campanhas durante a pandemia para evitar sanções futuras.

A conversa foi mediada pelo presidente da Associação, Eng.º Ambiental Luiz Guilherme Grein Vieira, e foi acompanhada em tempo real por mais de 200 profissionais e estudantes, que puderam interagir por meio de perguntas realizadas pela plataforma iG.

Destacamos a presença dos ex-presidentes da APEAM Renato Muzzolon Jr. e Helder Nocko; do presidente licenciado do CREA-PR Ricardo Rocha e do Coordenador de Sustentabilidade da FIEP Mauricy Kawano.

Em breve outros assuntos debatidos na live serão detalhados por aqui! Confira as próximas notícias e fique por dentro da atuação do IAT no estado!

 

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Associação Paranaense de Engenheiros Ambientais – APEAM
Gestão 2020 – 2022

Qualidade do Ar em Curitiba melhora após COVID-19, diz pesquisa da UFPR

O isolamento social causou uma redução de 50% na concentração de Material Particulado (MP) no ar de Curitiba.

O projeto tem como objetivo fazer o monitoramento de concentração de material particulado em Curitiba e região metropolitana, baseando-se no conceito “Internet das Coisas” (IoT, Internet of Things).

A metodologia utilizada se baseia em sensores de baixo custo acoplados no computador Raspberry Pi. O Raspberry funciona como um data logger local que transmite as informações para um servidor na UFPR que armazena os dados. Esses sensores são capazes de medir MP10 e MP2,5 com precisão razoável e podem fornecer aos municípios informações importantes, desde a detecção de fonte até a seleção de áreas nas quais sejam necessárias ou mais prudentes medições com equipamentos mais precisos. O objetivo não é fornecer um dado extremamente preciso, mas indentificar hot-spots para o combate a poluição por MP.

O monitoramento nos últimos dias mostrou que o isolamento social causou uma redução de 50% na concentração de Material Particulado (MP) no ar de Curitiba. Como o MP10 é um indicador de qualidade do ar, pode se dizer que a qualidade do ar melhorou significativamente devido à pandemia do COVID-19.

O gráfico acima mostra a visível diferença na quantidade de material particulado detectado pelos sensores antes e depois do início do isolamento social na cidade de Curitiba. Esse número pode ser atribuído à menor quantidade de veículos circulando na cidade e a consequente diminuição da emissão de gases e partículas.

O PROJETO

O monitoramento de material particulado em Curitiba e região metropolitana é desenvolvido pelo Laboratório de Computação e Tecnologia em Engenharia Ambiental (LACTEA). O grupo de alunos e professores do LACTEA é responsável pela instalação dos sensores, transmissão e armazenamento dos dados em um servidor, análise dos resultados e produção dos relatórios. A elaboração dos produtos técnicos integra as atividades projeto de pesquisa da UFPR “Monitoramento e estudo de relações entre material particulado e variáveis meteorológicas em Curitiba”, que tem como objetivo criar uma rede de monitoramento da qualidade do ar na capital do estado do Paraná. Os boletins do monitoramento estão disponíveis na página do laboratório (http://www.lactea.ufpr.br/pesquisa/quali-ar/mp) e são publicados mensalmente.

Atualmente o projeto conta com 8 estações em Curitiba e região metropolitana:

1. Estação Batel (BATEL)

2. Estação Merces (MERCES)

3. Estação Jardim Botânico (BOTANICO)

4. Estação Jardim das Américas (JDAMERICAS)

5. Estação Boa Vista (BVISTA)

6. Estação Araucária (ARAUCARIA)

7. Estação Campo Largo (CLARGO)

8. Estação Orleans (ORLEANS)

Estações de monitoramento da qualidade do ar em Curitiba

O LACTEA está vinculado ao Departamento de Engenharia Ambiental do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Dúvidas referente ao projeto podem ser enviadas para o e-mail: lactea@ufpr.br.

Fonte: Ambiental News com informações do LACTEA UFPR