Mês: julho 2020

Sorteio de vaga no Workshop Online de Licenciamento Ambiental

A APEAM e sua parceira, a Ciclo Sustentável irão sortear uma vaga para o workshop online onde você irá aprender na prática sobre licenciamento ambiental!
O sorteio será realizado entre os associados interessados com anuidade em dia no dia 07 de agosto de 2020 (próxima sexta) , e o resultado da ação será enviado por -email.

Não deixe para depois!

Acesse o formulário para participar do sorteio e saiba mais: Clique aqui!

Se você é associado e ainda não recebeu o boleto de sua anuidade deste ano 2020/2021, ou ainda não é associado, basta atualizar o seu cadastro junto a APEAM aqui!
Lembre-se estudantes e recém formados (2020) tem anuidade gratuita mediante apresentação de comprovante de matrícula/colação de grau. Profissionais sócios tem anuidade de apenas R$ 100, com pagamento via boleto, transferência bancária ou cartão de crédito!
Aproveite e conheça também os outros Workshops que serão ofertados ainda este ano pela Ciclo Sustentável!

•Gestão de Processos em Estação de Tratamento de Efluentes
•Elaboração de Plano de Recuperação de Áreas Degradadas
•Operação de Aterros Sanitários
•Elaboração de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS

Mais detalhes: Acesse aqui.
Visite o Instagram da @ciclosustentavel.pr

Plástico e Seus Desafios: Responsabilidade Compartilhada e Ciclo de Vida Sustentável

O Brasil é um dos maiores produtores de plásticos do mundo, sua cadeia de produção, distribuição e reciclagem emprega milhares de pessoas. Os produtos de plástico possibilitam inúmeras facilidades e benefícios ao nosso dia a dia.

Mas, infelizmente, a cultura de consumo e o gerenciamento inadequado de resíduos contribuem para uma triste realidade: plásticos de todos os tipos são encontrados em rios, solos, sedimentos, atmosfera, oceanos e até em seres vivos.

Se não mudarmos nossa forma de criar, gerenciar e dispor os plásticos, a massa de resíduos que se ACUMULA na Terra poderá dobrar em 2050.


Como tornar o ciclo de vida dos plásticos sustentável? Os profissionais de meio ambiente, e em especial de engenharia ambiental, tem um desafio complexo pela frente!


No bate-papo desta semana vamos conversar e buscar soluções com uma visão sistêmica para os desafios na responsabilidade compartilhada e no ciclo de vida dos diversos produtos e tipos de plásticos!

 

📢 Quinta-feira, 30 de julho, às 18h no canal da APEAM no Youtube!



Os especialistas convidados para participar desse bate-papo na mesa virtual são:
 
•     Paulo Teixeira, Diretor-Superintendente da Associação Brasileira das Indústrias de Plástico (ABIPLAST) e do Sindicato Indústria Material Plástico Estado São Paulo (SINDIPLAST). É membro do Conselho Municipal de Ciência, Inovação e Tecnologia de São Paulo, diretor do DECOMTEC – Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP e do Departamento da Cadeia de Construção Civil da FIESP e Diretor-Conselheiro do INP – Instituto Nacional do Plástico.


•    Paula Grechinski, Co-Fundadora da ONG Parceiros do Mar, Mestra em Gestão do Território (UEPG); Doutoranda em Meio Ambiente e Desenvolvimento (UFPR). A ONG Parceiros do Mar é uma instituição paranaense fundada em 2012. Atua com a promoção de ações de proteção do oceano e dos ambientes costeiros em conjunto com a comunidade, em busca de um equilíbrio entre o ambiente e atividades socioeconômicas locais.
•    Fernando Bunn, Engenheiro Ambiental e Chefe da Divisão de Resíduos Sólidos do IAT, Mestre em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental e Especialista em Gestão e Tecnologias Ambientais na Indústria.



Convide seus colegas, amigos e familiares,
o cuidado com o meio ambiente é responsabilidade de todos! 🌱👊🏻


Chamamento Público ODS – Projeto Fazenda Urbana

 OPORTUNIDADE PARA ENGENHEIROS AMBIENTAIS

A Prefeitura de Curitiba abriu Chamamento Público (ACD/SMSAN 003/2020), para selecionar empresas, start ups e demais instituições, para promoção dos conceitos de Agricultura Urbana e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que atuem com novas tecnologias e dedicadas à pesquisa e experimento de inovações relacionadas com:

  • Hardwares e softwares de gestão e manejo de áreas de cultivo,
  • Controle de irrigação,
  • Compostagem,
  • Transformação e reaproveitamentos de resíduos,
  • Geração de energia a partir de recursos naturais (energia renovável, energia limpa),
  • Estudo dos efeitos climáticos no cultivo,
  • Coleta e reuso de águas pluviais,
  • Métodos e técnicas de plantio e tratamento do solo,
  • Produção e distribuição de alimentos orgânicos, organização do cooperativismo comunitário de cultivo em áreas urbanas,
  • Incentivo social à produção e consumo responsáveis,
  • Manipulação de alimentos,
  • Alimentação saudável,
  • Sustentabilidade,
  • Geração de renda
  • Entre outros

Os prazos para participar são:

Visita técnica: 31 de julho de 2020

Envio de Proposta (formulário eletrônico): Até as 18h de 31 de julho de 2020

Divulgação da avaliação de mérito: 03 de agosto de 2020

Prazo para apresentação da documentação: 04 de agosto de 2020

Assinatura do Termo de parceria: 05 de agosto de 2020

 

Conheça mais sobre o projeto neste vídeo de divulgação da Prefeitura

Acesse o edital completo aqui

Conheça a Fazenda Urbana em Curitiba



A Fazenda Urbana, projeto implantando pela Prefeitura de Curitiba,  é o primeiro desse tipo no Brasil,  e foi inaugurada em junho deste ano. Em uma área de aproximadamente 4 mil m² são reunidos diversos métodos de plantio de alimentos saudáveis e sem agrotóxico.


São mais de 60 variedades agrícolas orgânicas cultivadas, com a produção de frutas, legumes e verduras, além de ervas, temperos, chás e plantas alimentícias não convencionais. Na implantação dos canteiros e estruturas a Prefeitura buscou utilizar materiais recicláveis, tais como garrafas pet, telhas, dormentes, blocos de concreto, forros PVC e pallets.

Além de hortas comunitárias, o local contará com composteiras, estufas de mudas e caixas do projeto Jardins de Mel, com abelhas nativas sem ferrão, um restaurante-escola, um banco de alimentos além de espaços para eventos e treinamentos.

Foto: Daniel Castellano – SMCS

O objetivo do projeto é a divulgação de práticas e técnicas da agricultura urbana sustentável, estimulando e capacitando os habitantes da cidade a produzirem alimentos em suas casas e nos vazios urbanos.


Neste mês,  os primeiros pés de alface e temperos prontos para colheita na Fazenda Urbana foram entregues para entidades parceiras na distribuição gratuita de alimentos do Programa Mesa Solidária.

Atualização em Agosto 2020

Após a Prefeitura de Curitiba abrir Chamamento Público (ACD/SMSAN 003/2020), para selecionar empresas, start ups e demais instituições, para promoção dos conceitos de Agricultura Urbana e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que atuem com novas tecnologias e dedicadas à pesquisa e experimento de inovaçõe. Foram selecionados 12 projetos inovadores de agricultura e otimização de recursos.

São eles:

  • Hortas domésticas “inteligentes” (Favo Tecnologia) – hortas para pequenos espaços com sistema inteligente de irrigação controlado pelo smatphone, que propicia um rendimento até 50% superior ao de uma horta normal.
  • Projeto Fartura em rede (Michely Aparecida Pereira dos Santos e equipe) – desenvolvimento de mecanismos de geração de renda com produção de alimentos para donos de quintais e pequenas propriedades. Projeto também vai capacitar mulheres e famílias carentes para comercializar produtos alimentares minimamente processados.
  • Gestão de resíduos sólidos orgânicos local e comunitário (Coletivo Ambiente Livre) – projeto de vermicompostagem de resíduos orgânicos para adubação dos canteiros existentes na Fazenda Urbana e distribuição para a população.
  • Irrigate (Breno Felipe Gonçalves e equipe) – sistema de irrigação autônoma para residências e pequenas hortas, com rede de sensores conectados a um aplicativo que possui um dashboard para monitoramento.
  • Compostagem resiliente (Patricia Dayana Galbo e equipe) – compostagem de material orgânico residencial feita através dos microrganismos E.M. (Effective microorganism) que são capturados em florestas.
  • Sistema de monitoramento remoto do solo (Oséias Fernandes da Silva e equipe) – monitoramento das condições do solo de estufas que necessitem de cuidados especiais para a correção dos problemas,possíveis perdas e desperdícios de recursos.
  • Elëve Vida (Vinícius Mendonça de Moura) – encontros quinzenais para disseminação de conhecimentos sobre o ciclo de vida do alimento, segurança alimentar e nutricional, produção e distribuição de orgânicos, princípios da agroecologia e compostagem
  • Poste fotovoltáico de baixo custo (Larissa Matos Dias e equipe) – sistema de produção de energia limpa para redução de custo em áreas de plantio. Os testes possibilitarão a análise do produto e possibilidade de replicação em outros ambientes.
  • Técnicas de vermicompostagem e educação ambiental (alunos da UTFPR) –  protocolo de vermicompostagem para produção de adubo a partir de resíduos orgânicos domésticos, para pequenas hortas residenciais.
  • Gênesis (Bettina Züllig Pansera e equipe) – Grupo Mãozinha Verde pretende desenvolver e testar na Fazenda Urbana o Gênesis, equipamento capaz de gerar energia a partir das pedaladas de bicicletas. Tudo controlado por um aplicativo.


Conheça mais sobre o projeto Fazenda Urbana neste vídeo de divulgação da Prefeitura

Sorteio Bolsa de Estudos (50% de desconto) na Universidade Positivo

A APEAM e a sua parceira Universidade Positivo estão sorteando uma bolsa de estudo de 50% no curso todo  e isenção da primeira mensalidade para associados efetivos 2020/2021. Caso o associado ganhador não possa iniciar os estudos no próximo semestre e usufruir da bolsa poderá indicar outra pessoa ou dependente para receber o benefício seguindo os requisitos abaixo.

A bolsa é válida para todos os cursos de Graduação Presencial, Semipresencial e EAD da UP, com ingresso para este semestre. Conheça os cursos aqui.

Não deixe para depois!! O sorteio será realizado assim que a APEAM atingir o número mínimo de 30 interessados , e o resultado da ação será enviado para seu e-mail.

•    Não é válida para Pós Graduação;
•    A bolsa será válida para entrada no 2º semestre 2020;
•   Se o ganhador quiser, pode escolher qual modalidade quer cursar;
•    O ganhador da bolsa, pode repassar a bolsa para outra pessoa ou dependente, desde que respeitando as condições acima;

Convide outros associados para participar também! Compartilhe com seus amigos!




Ainda não é associado? Associe-se aqui!


A Proteção das Florestas pelos Engenheiros Ambientais

No dia 17 de julho é comemorado o Dia do Protetor das Florestas, culturalmente essa data está ligada ao personagem do folclore brasileiro o Curupira, mas você sabia que o engenheiro ambiental também atua protegendo as florestas e seus remanescentes?


O engenheiro ambiental mestre e especialista em geoprocessamento Rafael Luiz Diodo da Rosa, sócio e RT da MOR Gestão Ambiental e Florestal, destaca que o profissional de engenharia ambiental tem papel importante na proteção das florestas. Principalmente em nosso estado, detentor do maior remanescente da Mata Atlântica do País

O Engenheiro Ambiental, após estender suas atribuições junto ao CREA, através da apresentação de grade curricular compatível e/ou especialização, pode atuar na delimitação das áreas de floresta, utilizando-se de ferramentas ligadas a geotecnologias.

A delimitação realizada pelo Engenheiro Ambiental, vinculada a sua qualificação, elaborada por um profissional habilitado, contribui significativamente na gestão da propriedade, seja ela rural ou urbana.

Os órgãos federais possuem vários serviços de controle e administração de informações fundiárias e ambientais como:

  • Cadastro Nacional de Imóveis Rurais – CNIR (INCRA/RFB)
  • Cadastro de Imóveis Rurais – CAFIR (RFB)
  • Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – DITR (RFB)
  • Ato Declaratório Ambiental – ADA (IBAMA)
  • Declaração para Cadastro Rural – DCR (INCRA) 
  • Sistema de Gestão Fundiária – SIGEF – (INCRA)
  • Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR (INCRA)
  • Cadastro Ambiental Rural – CAR (MMA)
Os profissionais de engenharia ambiental podem atuar na coleta e tratamento de dados gráficos e não gráficos (alfanuméricos), georreferenciados, afim de alimentar esses sistemas de forma consistente e, principalmente, com informações coesas entre os cadastros.

Como o CAR, por exemplo, que tem a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais referentes ao uso do solo, áreas com restrição de uso, mas principalmente no que diz respeito a remanescentes de florestas e demais formas de vegetação nativa, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.


O engenheiro ambiental Julián Segura trabalha na Prefeitura da Bogotá na Colômbia, e atua com o monitoramento de biodiversidade na principal estrutura ecológica (EEP) da cidade.Segundo Julián, “Nas áreas urbanas protegidas é onde grande parte da biodiversidade é encontrada, pois oferecem heterogeneidade e complexidade de habitats às espécies que vivem dentro de uma matriz transformada”. Por esse motivo, o monitoramento é uma etapa fundamental na conservação da biodiversidade.


O trabalho desse engenheiro ambiental consiste em identificar e consolidar um inventário de aves, mamíferos, anfíbios e répteis presentes na EEP em Bogotá. Além disso, suas atividades abrangem a avaliação dos efeitos da fragmentação do ecossistema e a proposição de medidas de prevenção e mitigação para o gerenciamento de áreas protegidas.




Junio da Silva Luiz é engenheiro ambiental e Mestre em ciências ambientais, e possui experiência do estudo da relação das nascentes e os ecossistemas dependentes de águas subterrâneas. A expansão da agropecuária e da urbanização acarretaram modificações no ciclo da água, além disso a extração intensificada de água subterrânea afetam diretamente ecossistemas dependentes e suas expressões.






Imaginem que certo grupo de árvores, quem possuem raízes não profundas, agora já não conseguem acessar um deu seus recursos essenciais, a água. Isso coloca em risco toda a capacidade de existências de determinadas espécies. Sabemos que existem espécies mais dependes de águas subterrâneas que outras, a dificuldade é identificar as espécies mais dependentes, e quantificar qual é o limite de tolerância destas espécies, e atribuir valores máximos de uso das águas subterrâneas que não as afetem.


Para Junio, o engenheiro ambiental é preparado para ter uma visão sistêmica dos diversos impactos causados pelas ações humanas nos diferentes ecossistemas. E no caso específico das florestas, consegue atuar conjuntamente com outros profissionais da área, como engenheiros florestais e biólogos, e fazer a integração dos estudos nos diferentes meios, solo, recursos hídricos, recursos florestais, e assim propor ações e políticas públicas eficientes para minimizar danos em um sistema de relações complexas.



Uma das áreas de atuação da engenheira ambiental Paula Fernanda é a meliponicultura, a criação de abelhas. As ASF – abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) são os responsáveis polinizadores mais importantes para a preservação das florestas. Deste modo, a polinização consiste em um serviço ecossistêmico de regulação prestado pelas abelhas nativas, processo natural pelo qual os ecossistemas e as espécies que os compõem sustentam e beneficiam as populações humanas, por meio da preservação da rica biodiversidade das florestas, e também na produção de alimentos, como os frutos.

As abelhas nativas, também conhecidas como abelhas indígenas (presentes no ambiente natural brasileiro desde sempre) vivem muito bem adaptadas à vegetação local de cada região, e assim sendo, as muitas árvores da floresta servem de subsistência paras elas. Considerando que a principal função do profissional de Engenharia Ambiental consiste no desenvolvimento de técnicas para a preservação e conservação do meio ambiente equilibrado, tendo em vista a promoção do desenvolvimento sustentável (ambiental, econômico e social), o trabalho direto e indireto com as abelhas nativas sem ferrão mostra-se mais uma alternativa de atuação profissional da Engenharia Ambiental. (EMBRAPA, 2008; FAPESP, 2014).



Ciência e a Engenharia Ambiental


Hoje, dia 8 de julho, são comemorados o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador.


Todo engenheiro tem um pouco de cientista. Do ponto de vista teórico, a ciência é a busca por conhecimento, baseada em regras básicas para desenvolver experiências na produção, correção ou aperfeiçoamento de conceitos e saberes.


O engenheiro utiliza-se de métodos de invenção e da sua criatividade e inteligência para aplicar a ciência na busca de soluções de problemas. Na engenharia ambiental não é diferente. A constante busca por otimização e melhorias para solução de problemas relacionados à promoção da qualidade ambiental e da qualidade de vida da população é uma forma de aplicar ciência.


O conhecimento fundamentado em ciência relaciona-se a qualquer forma de informação ou dado que possui uma premissa testada, examinada e validada por meio de métodos experimentais que reforcem sua veracidade. A ciência vem para complementar ou contrapor o senso comum. É pertinente defender o pensamento crítico, a racionalidade e a ciência da qualidade, para que, não só no âmbito ambiental, a prestação de serviços pela engenharia possua maior qualidade e seja acessível para a população.


Toda a pesquisa desenvolvida por profissionais dentro das universidades, laboratórios, empresas, entre outros, deve ser aplicada, com o apoio das esferas público e privada, para promover o avanço em áreas como saneamento básico, energia, prevenção a desastres e preparação para as mudanças climáticas, controle e monitoramento de poluentes e tantas outras vertentes de atuação do engenheiro ambiental. Na busca pelo desenvolvimento sustentável é essencial a união de ciência e engenharia ambiental.


A Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais – APEAM – reconhece, hoje mais do que nunca, a importância da ciência para o desenvolvimento do país e gostaria de parabenizar os inúmeros profissionais da engenharia ambiental e sanitária que atuam como cientistas e pesquisadores. Profissionais que contribuem para o avanço do conhecimento científico sobre o mundo onde vivemos e para a formulação de soluções que resultem em melhoria na qualidade da vida humana e ambiental.


Destacamos aqui, alguns profissionais que vêm realizando pesquisas em gestão de recursos hídricos, monitoramento ambiental, tratamento de água para abastecimento e  gerenciamento de resíduos sólidos. É importante ressaltar que as pesquisas científicas dependem de parceria e colaboração entre instituições, recursos e muita dedicação! As descobertas são resultado do trabalho de equipe e de um compromisso conjunto em conduzir pesquisas de forma ética e participativa.

 

O engenheiro ambiental Alessandro Bertolino, professor na PUC-PR, realiza pesquisas na linha de gestão de águas pluviais urbanas em cidades sensíveis à água.


Os objetivos de sua pesquisa são a integração da gestão do ciclo da água com o ambiente construído por meio de planejamento e desenho urbano. O estudo abrange todos os elementos do ciclo hidrológico e suas interconexões, que devem ser considerados concomitantemente para alcançar um sistema de drenagem que sustente um ambiente natural saudável e atenda às necessidades humanas.


Considera-se que a análise do ciclo hidrológico deve estar presente desde o início e ao longo dos processos de planejamento e projeto. Isto inclui a gestão de: demanda por abastecimento de água; águas residuais e poluição; precipitação e escoamento superficial; cursos de água; e controle alagamentos e inundações.



 

A engenheira ambiental Larissa de Almeida realiza pesquisas na linha de tratamento de água de abastecimento e águas residuárias.


O uso de água salgada ou salobra para abastecimento depende do processo de osmose reversa. Porém, este processo (assim como qualquer outro) gera um resíduo, chamado de concentrado. O problema desse concentrado é o seu lançamento em recursos hídricos, como mares e oceanos, com alto teor de SDT (sedimentos dissolvidos totais) e metais pesados. Quando lançados sem nenhum tratamento, prejudicam a vida aquática ali presente.


O projeto utiliza uma planta dotada de valor econômico como tratamento desse concentrado, trata-se de uma técnica de fitorremediação utilizando eucalipto (E. dunnii). A planta tem a capacidade de absorver os sais e os metais do meio líquido, e em seguida pode ser transplantada para o solo e gerar fonte de renda após 7 anos (tempo de corte da madeira do eucalipto).

 



O engenheiro ambiental, Thiago Edwiges, professor e pesquisador na UTFPR, atua em pesquisas de produção de energia renovável a partir do biogás gerado pelo tratamento de resíduos sólidos orgânicos.


O projeto tem como objetivo identificar fontes potenciais de resíduos orgânicos no perímetro urbano e rural para o tratamento por digestão anaeróbia. A partir dos tipos de resíduos identificados, as amostras são caracterizadas por meio de composição macromolecular e o potencial máximo de produção é determinado em diversas configurações de reatores em regime de batelada e semi-contínuo.


Além disso, são investigados ainda a composição do biogás em termos de CO2 e CH4 e as características do efluente gerado ao final do processo para ser aproveitado como biofertilizante. A equipe que conduz essa linha de pesquisa conta com alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado e com parcerias de universidades da Espanha, Dinamarca e Austrália.



 


A engenheira ambiental Heloise Garcia Knapik, professora no Departamento de Hidráulica e Saneamento da UFPR, realiza monitoramentos e avaliações da matéria orgânica e nutrientes na coluna d’água e em sedimentos de rios e reservatórios.

O projeto tem como principal contribuição a identificação da concentração, estabilidade e origem da matéria orgânica e nutrientes em rios e reservatórios. Nos estudos são coletadas amostras de água e sedimento em diferentes pontos, a fim de estudar a variabilidade espacial e temporal, a influência de fatores climáticos, alterações de uso e ocupação no solo e a influência de fatores como o transporte, a decomposição biológica, a assimilação, a fotodegração e a produtividade do sistema.


Na realização dos estudos são utilizadas diferentes técnicas laboratoriais, desde análises convencionais, tais como a determinação das frações de nitrogênio, fósforo e carbono, assim como análises de espectroscopia, a fim de avaliar a assinatura molecular de uma determinada substância.


Em conjunto com análises de indicadores biológicos, variáveis climáticas, dados da bacia, uso de solo, entre vários outros dados, a pesquisadora tem a possibilidade de entender os principais mecanismos envolvidos na dinâmica da matéria orgânica e nutrientes no ecossistema aquático, avaliar as alterações e evolução ao longo do tempo e assim propor medidas de gestão dos recursos hídricos e da bacia em questão.


Monitorar as variações da concentração de matéria orgânica e nutrientes, bem como o estado de equilíbrio ou interferência no ecossistema, é fundamental para avaliar processos naturais de ciclagem, transporte, assimilação e produção, bem como identificar alterações que indiquem alterações no meio aquático. Essas alterações podem resultar em problemas tais como a perda da qualidade da água e eutrofização acelerada, ocorrência de sabor e odor durante o tratamento de água, desequilíbrio no ecossistema, entre vários outros problemas. Quanto antes conhecermos o ambiente e suas interrelações, melhor poderemos agir para mitigar possíveis problemas e prolongar sua  sustentabilidade.

 


A engenheira ambiental Julia Bianek, residente técnica no Instituto Água e Terra, atualmente realiza projeto de pesquisa para a aplicação de curvas de permanência de qualidade da água como ferramenta de gestão de recursos hídricos. O intuito é elaborar um diagnóstico que dê suporte à tomada de decisões acerca do cumprimento e efetivação do enquadramento de corpos d’água em classes, e à resolução de conflitos pelo uso dos recursos hídricos.


A bacia hidrográfica do Alto Iguaçu contempla a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) que, por tratar-se de uma área que abrange centros industriais e encontrar-se densamente urbanizada, apresenta muitos rios com qualidade da água comprometida. Esse cenário propicia conflitos tanto em razão da incompatibilidade entre a qualidade e os usos pretendidos, quanto por eventual indisponibilidade para atuais e futuros usos.


O projeto de pesquisa propõe uma abordagem de avaliação da qualidade da água por meio de curvas de permanência de carga, que incorporam dados de qualidade e vazão. As curvas de permanência são curvas de frequência acumulada, cuja elaboração possibilita conhecer a amplitude e frequência de ocorrência de um determinado evento, quando ele é igualado ou superado.


Esse mesmo conceito vem sendo utilizado em uma abordagem qualitativa, para verificação de atendimento a padrões de qualidade, analisando quanto tempo determinado parâmetro atende aos limites estabelecidos pela Legislação. É possível analisar a aderência aos padrões de classe do rio nas diferentes condições hidrológicas (vazões altas ou baixas), em problemas sistemáticos ou específicos. Assim, a título exemplificativo, tem-se que o não atendimento em condições de baixa vazão sugere a existência de fontes pontuais de poluição, enquanto o não atendimento no trecho de alta vazão evidencia o potencial de poluição por fontes difusas.


Essa análise, além de trazer uma caracterização do comportamento da qualidade dos rios na bacia, mas também reflete grande interesse e utilidade para a gestão dos recursos hídricos, servindo como ferramenta de suporte à tomada de decisão para o órgão ambiental e para o Comitê das Bacias do Alto Iguaçu e Afluentes do Alto Ribeira. Ademais, oferece à comunidade técnica uma informação integrada de forma visual que permite interpretar a dinâmica da qualidade da água. Espera-se, ainda, obter resultados adicionais, como, por exemplo, o conhecimento da melhor distribuição espacial das estações de monitoramento  fluviométricas e de qualidade, para a criação de séries históricas mais robustas e consistentes.


Essa pesquisa é desenvolvida por meio de uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental, da UFPR, com o Instituto Água e Terra, sob a orientação do Professor e Engenheiro Ambiental Michael Mannich da UFPR e a supervisão do Engenheiro Ambiental Bruno Tonel.




Este artigo foi elaborado a partir das contribuições dos engenheiros e engenheiras ambientais e pesquisadores citados no texto e que disponibilizaram as informações para a Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais com o objetivo de compartilhar e incentivar a prática profissional dos profissionais de engenharia ambiental.



Quer contribuir com a APEAM por meio de produção de conteúdo sobre sua prática profissional ou temas relacionados ao meio ambiente? Mande um email para apeampr@gmail.com!