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Mercado de trabalho: entrevista com Flavia Deboni

Falta uma visão, por parte das empresas, de que cuidar da área ambiental muitas vezes também significa ganhar lá na frente.”

“Falta fiscalização ambiental efetiva por parte dos órgãos ambientais, fazendo com que as empresas e municípios passem a se preocupar mais com o assunto e investir mais nessa área”, enfatiza a engenheira ambiental Flavia Deboni em entrevista por email à APEAM. Para ela, falta ainda uma visão, por parte das empresas, de que cuidar da área ambiental muitas vezes também significa ganhar lá na frente, evitando multas, reduzindo a utilização de recursos naturais, reduzindo também a geração de resíduos, emissões, e efluentes, ou seja, diminuindo seus custos.

 Confira a entrevista realizada com a engenheira ambiental Flavia Deboni:

APEAM: Para iniciar, conte-nos um pouco de sua trajetória profissional como engenheira ambiental.

Flavia: Atuei como estagiária na HAZTEC TECNOLOGIA E PLANEJAMENTO na investigação geoambiental em refinarias da Petrobrás e auxiliei na avaliação de risco à saúde humana em áreas industriais e segmento de petróleo e gás. Também fui estagiária na CAMARGO CORRÊA e atuei na gestão ambiental da obra da Linha Verde – eixo metropolitano de Curitiba.

APEAM: O que lhe motivou a fazer o curso de Engenharia Ambiental?

Flavia: O que me motivou foi meu interesse por assuntos relacionados ao meio ambiente e por ser um curso de engenharia.

APEAM: Qual sua área de atuação?

Flavia: Atuo na área de licenciamento ambiental, principalmente no licenciamento de atividades relacionadas a resíduos sólidos (aterros sanitário e industrias, áreas de transbordo, compostagem, barracões de triagem, sistemas de tratamento de resíduos) e atividades industriais. Avalio processos de licenciamento ambiental e participo na elaboração de resoluções e portarias estaduais sobre o tema.

APEAM: Quais foram as maiores dificuldades encontradas no mercado de trabalho?

Flavia: Falta de comprometimento e preocupação com as questões ambientais, por parte das empresas e municípios. Outra dificuldade encontrada é a falta de qualificação técnica dos profissionais, que muitas vezes nem são da área ambiental.

APEAM: A Engenharia Ambiental é relativamente nova no mercado de trabalho brasileiro e também, dentre as demais engenharias, a que mais tem potencial de crescimento. O que você acha que está faltando para que este fato seja concretizado?

Flavia: Falta ainda a fiscalização ambiental efetiva por parte dos órgãos ambientais, fazendo com que as empresas e municípios passem a se preocupar mais com o assunto e investir mais nessa área. Também falta uma visão, por parte das empresas, de que cuidar da área ambiental muitas vezes também significa ganhar lá na frente, evitando multas, reduzindo a utilização de recursos naturais, reduzindo também a geração de resíduos, emissões, e efluentes, ou seja, diminuindo seus custos.

APEAM: Na sua opinião, qual a importância da APEAM para o fortalecimento da categoria?

Flavia: A APEAM é fundamental nesse processo, defendendo a categoria e impedindo que profissionais que não sejam da área ambiental e não possuam as devidas qualificações consigam atuar, de forma a prejudicar o próprio setor ambiental e quem contrata seus serviços. No IAP vemos muitos profissionais desqualificados prestando serviço e prejudicando a aprovação e execução de projetos.

APEAM: Para finalizar, qual recado você gostaria de deixar aos futuros Engenheiros Ambientais?

Flavia: Que se esforcem e busquem sempre aprender, já que a Engenharia ambiental possui uma ampla área de atuação.

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