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“Aproveitem ao máximo os anos de formação. Façam contatos, demonstrem interesse e vontade de crescer”

Daniel Larsen, engenheiro ambiental, especialista em Biotecnologia Ambiental e mestre em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental, acredita que nos últimos anos tem aumentado à valorização do profissional no mercado ambiental. Atualmente, Larsen trabalha como perito criminal da Polícia Científica do Paraná. “Trabalho no Instituto de Criminalística de Curitiba, passando por todas as seções, inclusive as que não fazem parte da minha formação. O engenheiro ambiental trabalha com pericia criminal na área de meio ambiente, que está dentro do setor de engenharia na criminalística, e atende crimes contra o meio ambiente, de acordo com legislação. O engenheiro ambiental, neste caso, atuando como perito criminal dimensiona e quantifica os danos ambientais causados em determinadas situações para que sejam aplicadas medidas cabíveis ao responsável, de acordo com o dano causado”, afirmou.

Larsen atuou durante um ano como coordenador do curso de engenharia ambiental da Faculdade Anchieta de Ensino Superior do Paraná (FAESP) e, nesta etapa de sua carreira, realizou um ótimo trabalho com os acadêmicos e docentes: o curso foi reconhecido pelo MEC.

Daniel Larsen

 

APEAM –  Quais foram as maiores dificuldades encontradas no mercado de trabalho?

Daniel Larsen – A valorização do profissional tem aumentado nos últimos anos. Esse fator se deve, principalmente, pelas lideranças que estão sendo formadas em nosso Estado. No meu caso, a falta de um bom estágio enquanto graduando e consequente falta de experiência que o mercado de trabalho exige, foi fundamental para que eu procurasse enriquecer meu currículo acadêmico, cursando especialização e mestrado, ambos na área ambiental. Um bom estágio, mesmo que voluntário, faz parte da formação de um bom profissional, e é nesse sentido que o MEC tem cobrado o estágio supervisionado nas matrizes curriculares.

APEAM – A Engenharia Ambiental é relativamente nova no mercado de trabalho brasileiro e também, dentre as demais engenharias, a que mais tem potencial de crescimento. O que você acha que esta faltando para que este fato seja concretizado?

Daniel Larsen – Tempo. O curso é novo e a necessidade de profissionais nesta área também. A discussão ambiental começou há 40 anos, demanda relativamente nova se comparada a outras, como de construção civil, por exemplo. O caminho para concretização está traçado, só depende da constante pressão das lideranças para que o engenheiro ambiental seja cada vez mais valorizado.

APEAM – Qual a importância da APEAM para o fortalecimento da categoria?

Daniel Larsen – Em qualquer profissão, as associações são representantes dos anseios de seus associados e, de forma geral, dos profissionais que representa. As iniciativas da APEAM têm se mostrado efetivas e sérias : A classe e em sintonia com o âmbito nacional, formando lideranças na área no estado.

APEAM –  Para finalizar, qual recado você gostaria de deixar aos futuros Engenheiros Ambientais?

Daniel Larsen – Aproveitem ao máximo os anos de formação. Façam contatos, demonstrem interesse e vontade de crescer. Depois de formados, busquem as lideranças, as associações e se envolvam no desafio pela valorização profissional.