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“Acreditem na profissão e busquem se especializar em alguma área, não se contente em ser um generalista”, disse Neto

Daniel Macedo Neto, engenheiro ambiental e mestre em Engenharia de Recursos Hídricos e Ambiental pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), é um belo exemplo para os futuros engenheiros ambientais. Atualmente, trabalha como coordenador técnico de estudos ambientais na Ambiotech Consultoria, elaborando estudos ambientais (EIA/RIMA, RAS, R3, PBA,etc.) para empreendimentos do setor de energia, em especial usinas hidrelétricas, eólicas e linhas de transmissão.

Neto já trabalhou com Licenciamento ambiental de mineração de areia, licenciamento ambiental de pequenas centrais hidrelétricas, coordenação de projetos de recuperação de áreas degradadas, orçamentos de serviços e estudos ambientais.

daniel macedo

APEAM – Quais foram as maiores dificuldades encontradas no mercado de trabalho?

Daniel Macedo Neto – Ser convidado a realizar (e ter que recusar) trabalhos que não competem ao engenheiro ambiental, tais como: obtenção de autorizações pra corte de vegetação, cadastramento junto ao SISLEG/IAP, entre outros. Outra dificuldade foi saber com clareza quais são as minhas atribuições como engº ambiental e onde é o limite dessas atribuições em relação a outros profissionais para projetos em equipe.

APEAM – A Engenharia Ambiental é relativamente nova no mercado de trabalho brasileiro e também, dentre as demais engenharias, a que mais tem potencial de crescimento. O que você acha que esta faltando para que este fato seja concretizado?

Daniel Macedo Neto – Falta uma padronização dos cursos de graduação a nível nacional. As grades curriculares dos cursos de engenharia ambiental diferem muito entre as instituições de ensino superior e isso complica muito na definição das atribuições e na própria firmeza do profissional para atuar no mercado. Quem sabe essa falta de padronização seja a responsável por nossa formação ser chamada de generalista pelo CONFEA. Na engenharia ambiental brasileira, nos moldes dos cursos que temos hoje, a pós-graduação é requisito obrigatório para aquele profissional que não deseja ser conhecido como generalista (aquele que sabe um pouco de tudo e tudo de nada).

APEAM – Qual a importância da APEAM para o fortalecimento da categoria?

Daniel Macedo Neto – Fundamental. Outras engenharias só conseguiram o espaço que têm graças ao fortalecimento (quantitativo e qualitativo) dos profissionais. O processo de crescimento da profissão e de ganho de espaço em matéria de atribuições é participativo e cumulativo: mais associados, mais engenheiros ambientais atuantes nas câmaras especializadas, mais conselheiros… mais espaço para a engenharia ambiental.

APEAM – Para finalizar, qual recado você gostaria de deixar aos futuros Engenheiros Ambientais?

Daniel Macedo Neto – Acreditem na profissão e busquem se especializar em alguma área, não se contente em ser um generalista.