Você está aqui: APEAM > 2014 > setembro
Apoio
Patrocínio
APEAM promove I Debate sobre a profissão do Engenheiro Ambiental

APEAM promove I Debate sobre a profissão do Engenheiro Ambiental

A Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais, em parceria com o curso de Engenharia Ambiental da UTFPR câmpus Campo Mourão, promove o I DEBATE SOBRE A PROFISSÃO DO ENGENHEIRO AMBIENTAL DA UTFPR CAMPO MOURÃO.

O evento é destinado á profissionais e estudantes de Engenharia Ambiental e tem como objetivo levar informações relevantes e atuais sobre a profissão e atuação do engenheiro ambiental no mercado de trabalho. Durante o evento será discutido as resoluções que regulamentam essa profissão apresentando o cenário atual e prospecções para o futuro.

 

PROGRAMAÇÃO:

08h00 – Credenciamento

08h30 – Palestra 01 (Representante APEAM)

A Atuação do Engenheiro Ambiental no mercado de trabalho

12h00 – Almoço

13h30 –  Palestra 2 (Representante UTFPR)

Introdução á Engenharia Ambiental

15h30 – Mesa Redonda 

(Mediadora: Representante UTFPR)

(Convidados: acadêmicos UTFPR)

Cheguei na Universidade, e agora? Como planejar e organizar  meu tempo?

17h00 – Encerramento

 

Data: 13/10/2014 (segunda-feira)

Horário: 08h00 –  17h00

Local: Mini – auditório  da UTFPR câmpus Campo Mourão

Outras informações:

Fone: (44)3525-1240

ACEAMB é homologada como entidade de classe profissional junto ao Sistema CONFEA/CREA

ACEAMB é homologada como entidade de classe profissional junto ao Sistema CONFEA/CREA

A Associação Catarinense de Engenharia Ambiental (ACEAMB) é a mais nova entidade de classe profissional de Engenharia Ambiental no Sistema CONFEA/CREA, aprovada pelo plenário do CONFEA na última quarta-feira, dia 24/09/2014.

Para o presidente da nova Gestão 2014-2016 da ACEAMB e Gerente de Atribuições Profissionais da ANEAM, Eng. Guilherme S. Meller a homologação é um avanço muito grande para a categoria no estado de Santa Catarina. “Vínhamos buscando o registro desde 2012 e após algumas adequações conseguimos o registro da entidade. A partir do registro poderemos firmar parcerias com o Crea-SC para promoção de cursos e palestras, além de termos um conselheiro regional no plenário do Crea, onde poderá analisar e julgar processos de infrações à Legislação e ao Código de Ética Profissional; apreciar e julgar pedidos de extensão de atribuição profissional além de averiguar ARTs onde possa estar ocorrendo exorbitância de atribuição”, afirmou.

A Diretoria da ACEAMB gostaria de agradecer ainda à ASCEA, APEAM e ANEAM, bem como ao Diretor Regional da Inspetoria do Crea de Criciúma Ingo Dalpont Wernck e o Eng. Civil e de Seg. Trabalho Carlos Alberto Kita Xavier pelo apoio técnico despendido para sanar as dúvidas no registro.

Fonte: ACEAMB

Tesoureiro da APEAM ministra palestra na III Semana Acadêmica de Engenharia Ambiental – UTFPR Francisco Beltrão

Tesoureiro da APEAM ministra palestra na III Semana Acadêmica de Engenharia Ambiental – UTFPR Francisco Beltrão

A UTFPR de Francisco Beltrão recebeu, na ultima quarta-feira (17), o engenheiro ambiental e tesoureiro da APEAM, Luiz Guilherme Grein Vieira. O tesoureiro da APEAM, que participou da III Semana Acadêmica de Engenharia Ambiental – UTFPR Francisco Beltrão, ministrou palestra sobre “Atuação do Engenheiro Ambiental no Mercado de Trabalho”.

A III Semana Acadêmica de Engenharia Ambiental é um evento de cunho educativo, científico e cultural, organizado pelo Centro Acadêmico do Curso de Engenharia Ambiental (CACEA) e Coordenação do Curso de Engenharia Ambiental, da UTFPR Câmpus Francisco Beltrão. O objetivo geral do evento é a integração de profissionais, acadêmicos e comunidade em geral, em estudos da engenharia ambiental.

10660318_845463355464423_9161329869497249987_n

A palestra foi dividida em duas partes, sendo a primeira delas uma explanação sobre o histórico, objetivos e ações realizadas pela APEAM para o fortalecimento e reconhecimento da profissão da Engenharia Ambiental, e a segunda parte foi uma apresentação sobre a atuação de Vieira no mercado de trabalho. Ao final foi aberto espaço para perguntas, e os estudantes puderam esclarecer dúvidas a respeito da atuação do Engenheiro Ambiental, atribuições perante ao sistema CONFEA/CREA, dificuldades enfrentadas pelos profissionais, etc.

“O evento foi muito bem organizado pelo Centro Acadêmico do Curso de Engenharia Ambiental, mobilizando boa parte dos acadêmicos do curso. Além da palestra da APEAM, foram ministradas diversas outras palestras durante a semana, com grande importância para a valorização profissional”, ressaltou.

Estavam presentes cerca de 70 alunos do curso de Engenharia Ambiental da UTFPR de Francisco Beltrão, além de alguns professores da instituição.

Vice-presidente da APEAM participa de “Seminário Internacional de Portos e Hidrovias

Vice-presidente da APEAM participa de “Seminário Internacional de Portos e Hidrovias

O vice-presidente da APEAM e diretor da EnvEx Engenharia e Consultoria, Helder Nocko, participou do “Seminário Internacional de Portos e Hidrovias: um olhar para o uso integrado e sustentável do mar e da rede fluvial”, realizado nos dias 10, 11 e 12 de setembro, no Rio de Janeiro.

No cenário atual de desenvolvimento portuário e hidroviário, o objetivo do seminário foi de trazer para a discussão a visão de especialistas, de renome internacional e atuação destacada no setor, sobre o uso integrado e sustentável do mar e da rede fluvial. A partir dos debates com representantes do governo, a comunidade científica e empresas atuantes, buscou também contribuir para um melhor direcionamento dos esforços de pesquisa nacionais para apoiar o setor.

O evento abordou o uso integrado e sustentável do mar e da rede fluvial, com ênfase em Engenharia integrada à natureza, Dragagens e modelagens matemáticas, Gerenciamento costeiro e pesquisas na área.

Segundo o vice-presidente da APEAM, Helder Nocko, o evento foi de altíssimo nível, com valiosa participação de pesquisadores internacionais que debateram com os participantes brasileiros. “Ficou claro que há muito espaço ainda para o desenvolvimento de projetos na área de transporte marítimo e fluvial, principalmente na interação com o meio ambiente, o que se constitui em um amplo campo de atuação para engenheiros ambientais. O Brasil possui imenso potencial para desenvolvimento desse tipo de infraestrutura e nós podemos colaborar com isso, pois considerar o meio ambiente nos projetos já significa economia de recursos financeiros futuros”, destacou.

Estiveram presentes especialistas internacionais no assunto de países como Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Reino Unido, pesquisadores da UFRJ, representantes de órgãos ambientais, da Marinha do Brasil e de outras instituições.

APEAM participa do evento “Diálogos sobre o Meu Futuro como Engenheiro Ambiental”

APEAM participa do evento “Diálogos sobre o Meu Futuro como Engenheiro Ambiental”

Os engenheiros ambientais e membros da Gestão APEAM (2014-2016) Luiz Guilherme Grein Vieira e João Vitor Gallo, participaram no dia 11 de setembro do evento “Diálogos sobre o Meu Futuro como Engenheiro Ambiental” promovido pela Coordenação do Curso de Engenharia Ambiental da PUC-PR.

O evento teve por objetivo trazer Engenheiros Ambientais atuantes no mercado de trabalho para um diálogo com os acadêmicos dos últimos períodos da Universidade, que em breve estarão ingressando no mercado de trabalho.

10450429_842952509048841_5713282627153908789_n

Diálogo sobre o mercado de trabalho realizado com alunos do 8° e 10° período da PUC PR

“A iniciativa promovida pela Coordenação do Curso foi importante para que os acadêmicos tivessem um contato direto com profissionais da Engenharia Ambiental que atuam na área, e possuem experiência para compartilhar sobre as oportunidades e dificuldades para o ingresso no mercado de trabalho” destacou o tesoureiro da APEAM Luiz Guilherme Grein.

Os membros da APEAM apresentaram as ações desenvolvidas pela associação, com foco no fortalecimento e reconhecimento da categoria, atribuições do profissional, funcionamento da análise das ART’s pelo sistema CREA, entre outros assuntos. Em seguida, os Engenheiros Ambientais falaram sobre a atuação profissional de cada um. O Engenheiro Ambiental João Vitor Gallo apresentou sua atuação profissional na área de Construções Sustentáveis, e Certificação LEED, temas que estão em grande desenvolvimento atualmente no país, e que podem ser uma boa oportunidade de trabalho aos futuros profissionais. Já o Engenheiro Ambiental Luiz Guilherme Grein Vieira, falou sobre sua atuação na elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico, como foco nos sistemas de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, e drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.

APEAM apoia 10º SINRAD e Seminário Internacional de Engenharia Natural

APEAM apoia 10º SINRAD e Seminário Internacional de Engenharia Natural

Foto: Participantes do Seminário Internacional de Engenharia Natural. Na foto da esq para direita: Thiago Schuba, Maria Veroneze, Eduardo Somavilla, Andreia Schiller e Fabricio J. Sutili ( acadêmicos de engenharia ambiental da PUCPR Toledo), Patricia Gonzalez (comissão de ética da APEAM) e o presidente da SOBRADE Maurício Balensiefer

O presidente Renato Muzzolon Junior e a membra da comissão de ética da APEAM Patrícia González Cáceres participaram nos dias 15 e 16 de setembro, em Foz do Iguaçu, do Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas – SINRAD e Seminário Internacional de Engenharia Natural.

O evento reuniu profissionais de diversas formações que atuam com a recuperação de áreas degradadas a fim de promover discussões técnicas a respeito do assunto, bem como propiciar a realização de minicursos no intuito de disseminar práticas e conhecimentos técnicos para aperfeiçoamento profissional.

“O evento foi bastante proveitoso, principalmente pelo modo com que foi planejado, sendo dividido em um primeiro momento de palestras, propiciando aos participantes a possibilidade de uma visão geral de temáticas relacionadas à recuperação de áreas degradadas em geral, e num segundo momento de minicursos, onde foram abordados temas específicos com maior profundidade. Tive a oportunidade de acompanhar o minicurso “Conservação de Solo e Água e meio Urbano”, voltado a práticas de controle de erosão baseadas no manejo dos solos e de runoff (escoamento de superfície), onde foi abordada a contribuição dos diversos profissionais do meio ambiente, inclusive do Engenheiro Ambiental, em trabalhos de planejamento urbano e rural voltados à atividade”, destacou Cáceres.

O evento foi promovido pela Sociedade Brasileira de Recuperação de Áreas Degradadas-SOBRADE que tem, nesses últimos anos, contribuído sobremaneira na busca de soluções para problemas de degradação ambiental. A sociedade tem como destaque, dentre seus objetivos, a promoção do conhecimento e desenvolvimento de técnicas através da pesquisa e divulgação de experiências e resultados. Destaca-se neste aspecto a edição de mais de 1.300 trabalhos técnico-científicos editados em anais dos seus nove simpósios brasileiros reeditados a cada 2 anos, sobre este tema.

Engenheiro ambiental coordena projeto Ecoelétrico

Engenheiro ambiental coordena projeto Ecoelétrico

Projeto coordenado tecnicamente pelo Engenheiro Ambiental Especialista em Transporte, Ivo Reck Neto, evita em menos de três meses a emissão de 2 toneladas de CO₂ além de gerar uma economia de 83% aos cofres da Prefeitura de Curitiba.

carro

Os 10 veículos puramente elétricos do projeto Ecoelétrico que fazem parte da frota oficial da Prefeitura de Curitiba há mais de 75 dias já poupou a emissão de duas toneladas de CO₂ na atmosfera de Curitiba e economizou 1.582 litros de gasolina, o que equivale a 10 barris de petróleo.

 Os dados financeiros também são positivos. O consumo de energia elétrica como combustível gerou uma economia de 83% no comparativo aos veículos à combustão (gasolina). Neste período foram economizados R$ 4,6 mil em combustível e gastos apenas R$ 791 em energia elétrica necessária para que os veículos percorressem mais de 15,8 mil km. A coordenadora geral do Ecoelétrico na prefeitura, a vice-prefeita e secretária do trabalho e emprego, Mirian Gonçalves, argumenta que se o projeto fosse ampliado para 10% da frota da prefeitura, a economia, considerando o mesmo período de dois meses e meio, poderia chegar a R$ 182.477. 

Na proporção para 10% da frota pública de veículos motorizados, seriam poupados 96 toneladas de CO₂, que para serem neutralizados na atmosfera exigiriam oxigênio produzido por 685 árvores. “É um projeto que tem a cara de Curitiba, inovador, sustentável e que agrega valor ao município”, afirma Mirian Gonçalves.

São inúmeras as vantagens relacionadas aos veículos elétricos, conforme comenta o Eng. Ivo Reck, os veículos elétricos não geram emissões de ruídos nem de gases de efeito estufa. Oferecem uma condução silenciosa, através da ausência de varias peças móveis do motor, ruído da combustão e também pela ausência do sistema de escape, uma das principais fontes de ruído num automóvel.

O engenheiro também comenta que o custo de manutenção é inferior ao dos veículos a combustão, pois não precisam de mudanças de óleo freqüentes e outras operações de manutenção dos motores, já que possuem menos peças móveis.

Além de não gerar poluentes, o engenheiro destaca outro fator interessante desses veículos, a frenagem regenerativa. O motor elétrico é usado como gerador durante a frenagem do veículo e a energia produzida após convertida é usada para recarregar as baterias, ou seja, o veículo devolve energia ao sistema.

Frota e utilização dos veículos

Hoje a Prefeitura de Curitiba possui 10 carros em operação (cinco Zoe, três Kangoo e dois Twizy) que atendem normalmente às demandas da Guarda Municipal, da Secretaria de Trânsito, do Instituto Curitiba de Turismo e do Gabinete do Prefeito. Os carros utilizados pela Guarda Municipal obtiveram maior desempenho e chegaram a percorrer em um só dia 140 km.

carro1

 Na Guarda, os veículos servem na ronda e patrulhamento de parques e, ainda, como módulo móvel circulando pelas praças. Na Setran são utilizados no programa de escola pública do trânsito e ainda como suporte às atividades de fiscalização de seus agentes e em seu departamento de mobilidade. Já no Instituto Curitiba de Turismo, os veículos são usados em postos móveis de informações turísticas.

igor

Os 60 usuários dos veículos elétricos na prefeitura receberam curso de capacitação para a operação dos veículos e dos eletropostos. As aulas foram ministradas pelo coordenador técnico Eng. Ivo Reck e representantes dos parceiros.

Maior projeto de veículos elétricos do país em frota pública

O Ecoelétrico é o maior projeto de veículos puramente elétricos do país destinados, exclusivamente, à frota pública.  Constituído em parceria entre o município, Itaipu Binacional, Aliança Renault-Nissan e CEIIA (Centro para Excelência e Inovação na Indústria Automóvel), de Portugal, o projeto atende às demandas do município em seu programa de mobilidade urbana sustentável.

A frota municipal de veículos elétricos não gera custos à Prefeitura . Um contrato de comodato foi firmado por dois anos entre os parceiros do projeto Aliança Renault-Nissan, Itaipu Binacional e Ceiia e compreende a assistência técnica da Renault 24 horas. O projeto é considerado a primeira ação da capital paranaense visando o cumprimento das recomendações do termo de compromisso para a redução das emissões de gases e de riscos climáticos, assinado pelo prefeito Gustavo Fruet, durante o C 40, em Johanesburgo, África do Sul.

Foram implantados na capital oito postos de abastecimento (eletropostos)  sensorizados para a captura de dados e conectados em tempo real ao sistema de mobilidade inteligente (mobi.me). Eles estão instalados em sete diferentes locais: Praça Rui Barbosa, Parque Tanguá, Parque Barigui, Secretaria de Administração, Prefeitura- Palácio 29 de Março, Setran- Prado Velho e Jardim Botânico.

Todo sistema pode ser monitorado online, pelo site www.ecoeletrico.curitiba.pr.gov.br, onde os interessados podem verificar as atualizações de indicadores sobre o CO₂ poupado, energia consumida, número de viagens e distâncias percorridas.

Gerente da APEAM recebe homenagem no RS

Gerente da APEAM recebe homenagem no RS

No último dia 23 de agosto a gerente de comunicação e eventos da APEAM, Diana Maria Cancelli, participou da comemoração dos 10 anos de fundação do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Passo Fundo (UPF) em Passo Fundo (RS). Cancelli atuou como professora do curso entre 2007 e 2009, e foi a primeira Engenheira Ambiental a coordenar o curso da UPF (entre 2008 e 2009). Nesta comemoração foram homenageados os professores e ex-professores, dentre os quais estava Cancelli, que exerceram papel fundamental para a implantação e consolidação do curso. “Foi uma honra receber essa homenagem, e fico muito feliz em saber que todo o trabalho iniciado há alguns anos está consolidado e que os engenheiros ambientais formados na UPF estão tendo uma ótima receptividade no mercado”, disse Cancelli.

Além de atuais professores e alunos, também estiveram presentes ex-professores, funcionários e engenheiros ambientais formados no curso. No dia anterior, houve uma discussão relacionada com a atuação profissional do engenheiro ambiental e suas atribuições (mais detalhes aqui).

DSCN4083_2

Mercado de trabalho: entrevista com a perita e engenheira ambiental Angela Andreassa

Mercado de trabalho: entrevista com a perita e engenheira ambiental Angela Andreassa

“A perícia ambiental criminal consiste no levantamento dos vestígios em locais de crimes contra o meio ambiente e é fundamental na elucidação dos processos ambientais. Realizo exames periciais em locais de incêndio, acidentes de trabalho, desabamentos, desmoronamentos, explosões e crimes ambientais. Dentre os locais de crimes ambientais mais atendidos pela Seção na qual trabalho estão os de desmatamento, maus tratos a animais, depósito de resíduos e poluição em geral”, destaca Angela Andreassa, engenheira ambiental e especialista em Engenharia de Campo (Saúde, Meio Ambiente e Segurança) e em Segurança Pública com ênfase em Perícia Criminal. Atualmente, Angela atua como perita criminal na Polícia Científica do Paraná.

Confira a entrevista.

APEAM – Para iniciar, conte-nos um pouco de sua trajetória profissional como engenheira ambiental.

Angela – Trabalhei como Analista Ambiental na empresa Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental S.A., na qual elaborava propostas técnicas na área ambiental e coordenava equipes na realização de investigação, monitoramento e remediação ambiental em áreas contaminadas.

APEAM – O que lhe motivou a fazer o curso de Engenharia Ambiental?

Angela – Escolhi fazer Engenharia Ambiental, pois visualizei no curso a possibilidade de conciliar a área de exatas com o meio ambiente, buscando desenvolver tecnologias e processos que pudessem minimizar e/ou remediar os impactos ambientais das atividades antrópicas.

APEAM – Qual sua área de atuação?

Angela – Sou Perita Criminal da Polícia Científica do Estado do Paraná e atualmente trabalho na Seção de Engenharia Legal, na qual realizo exames periciais em locais de incêndio, acidentes de trabalho, desabamentos, desmoronamentos, explosões e crimes ambientais. Dentre os locais de crimes ambientais mais atendidos pela Seção na qual trabalho estão os de desmatamento, maus tratos a animais, depósito de resíduos e poluição em geral. De acordo com o Código de Processo Penal, cabe ao perito criminal realizar exame de corpo de delito e elaborar o laudo pericial de toda infração que deixar vestígios. Neste contexto está inserida a perícia ambiental criminal, a qual consiste no levantamento dos vestígios em locais de crimes contra o meio ambiente, é fundamental na elucidação dos processos ambientais e tem sido cada vez mais demandada pelo Ministério Público, Delegacias de Polícia e Magistrados.

APEAM – Quais foram as maiores dificuldades encontradas no mercado de trabalho?

Angela – Atualmente a maior dificuldade do Engenheiro Ambiental no mercado de trabalho é a concorrência com diversos profissionais de outras áreas. Infelizmente, pela falta de conhecimento das atribuições do Engenheiro Ambiental, muitas empresas e/ou órgãos públicos optam por contratar profissionais de cursos mais antigos e renomados.

APEAM – A Engenharia Ambiental é relativamente nova no mercado de trabalho brasileiro e também, dentre as demais engenharias, a que mais tem potencial de crescimento. O que você acha que está faltando para que este fato seja concretizado?

Angela – Acredito que para a Engenharia Ambiental atingir o crescimento esperado é necessário divulgar ainda mais as atribuições e a importância desta profissão. A divulgação citada anteriormente não se resume apenas naquela realizada pelas entidades representativas, mas sim na realizada pelos próprios Engenheiros Ambientais, através da execução de um excelente trabalho em todos os ramos do mercado em que atuem.

APEAM – Na sua opinião, qual a importância da APEAM para o fortalecimento da categoria?

Angela – A APEAM é fundamental para o fortalecimento da categoria, pois se tornou o melhor canal para comunicação dos anseios e conquistas da classe, unindo-nos e nos motivando sempre. Além disso, trabalha arduamente para a divulgação da profissão e luta pelas atribuições dos Engenheiros Ambientais.

APEAM – Para finalizar, qual recado você gostaria de deixar aos futuros Engenheiros Ambientais?

Angela – No início do curso de Engenharia Ambiental já é possível perceber que a área ambiental é bastante ampla, desafiadora e nada rotineira. Nosso curso não possui tempo hábil de aprofundar-se em todas as subdivisões desta área, por isso procurem fazer vários estágios, cursos de aprofundamento, especializações, além de buscar o conhecimento por meio de pesquisas próprias diante de cada novo desafio.